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A fórmula que deu certo
Construtora Norcon chega aos 50 anos com modelo de gestão corporativa

Clique para ampliar Eliezer, engenheiro e 11 anos de dedicação

Perpetuar uma empresa por gerações, mantê-la pioneira e moderna é um desafio para poucos. No Brasil existem entre 6 a 8 milhões de empresas, sendo que 90% delas são familiares segundo dados do IBGE. Independente do porte, as empresas familiares têm um papel significativo no desenvolvimento econômico, social e até político de vários países.

A princípio, a junção de duas instituições seculares como família e empresa são incompatíveis. A família é vista como a unidade social básica de toda a sociedade, responsável pelo processo de socialização de seus membros e movida a princípios emocionais e afetivos. Já a empresa é reconhecida como unidade de produção, responsável pela geração de emprego, renda e movida a princípios de racionalidade, eficiência e resultados. Será que essa combinação paradoxal pode ter sucesso?

A sergipana Norcon prova que sim, pois está entre as companhias familiares que mais investem na profissionalização e gestão dos negócios, destacando-se regionalmente e nacionalmente por sua performance empresarial.

Atualmente possui destaque entre pesquisas respeitadas do segmento onde participam grandes corporações, a exemplo do ranking O Empreiteiro onde ocupa a 2° posição das maiores construtoras do Norte e Nordeste e foi divulgado em abril/08 o IV Ranking do ITCnet - Informações Técnicas da Construção – ocupando a 13° posição entre as 100 maiores construtoras do Brasil. Desde o início da estratégia de expansão dos negócios em 2005, a construtora vem galgando posições nos rankings.

A História

A história da Norcon inicia quando o empresário de sucesso Oviêdo    Teixeira adquiriu a empresa em 1965 e presenteou os filhos Luiz e Tarcísio, engenheiro civil e economista respectivamente. Desde cedo, Luiz e Tarcísio já haviam criado o projeto do que seria a Norcon. Empreendedores e visionários, os irmãos Teixeira transmitiram às suas equipes a alma do negócio: promover a qualidade de vida.

Prestes a completar 50 anos no dia 31 de julho, a construtora que se especializou no segmento imobiliário, vive o melhor momento econômico do setor e se orgulha de ter vencido várias dificuldades ao longo destas cinco décadas.

Potencial Humano

E é nesta condição de pleno crescimento, que a companhia tem gerado renda e emprego para os Estados do nordeste onde atua. O quadro funcional da empresa praticamente dobrou em um ano e diversos profissionais foram incorporados, segundo informa o Diretor de Gente e Desenvolvimento Organizacional da Norcon, Washington Sório que possui MBA em Gestão de RH pela Universidade Veiga de Almeida no RJ. “Seguindo uma política de captação e retenção de talentos na empresa, hoje a Norcon emprega diretamente 1.978 colaboradores, nas cidades de Aracaju, Maceió, Salvador, Feira de Santana e Recife. Buscamos promover um clima organizacional de estímulo ao desenvolvimento, à pró-atividade e aos resultados, sustentado na confiança mútua, transparência e respeito”, destaca o diretor, enfatizando também o incentivo aos estudos fornecido pela construtora e o ambiente de trabalho estruturado, sempre atento às tendências do mercado.

Eliezer Seixas, 34 anos, é um exemplo de funcionário Norcon que desenvolveu carreira apoiado pela companhia. Começou na função de estagiário de edificações, cursou engenharia civil e hoje ocupa o cargo de gestor de empreendimento. “Não pensava que um dia seria engenheiro, mas a empresa deu-me uma grande oportunidade para ter nível superior e crescer profissionalmente.

Hoje sou apaixonado pela minha profissão e não me vejo fazendo outra coisa”, afirma Eliezer que há 11 anos é profissional respeitado na Norcon.

Gestão Empresarial

Hoje a construtora Norcon pode ser caracterizada como uma empresa híbrida, onde a família ainda detém o controle, mas há, contudo, transparência e participação na administração por profissionais não-familiares.  O grupo adotou uma política que mescla executivos contratados e herdeiros, conciliando o crescimento elevado com a manutenção de laços de confiança, através da colocação estratégica de membros tecnicamente competentes da família em postos chaves da empresa.

Dois dos diretores da empresa são da segunda geração da família Teixeira. Eles se prepararam para essa responsabilidade, obtiveram formação para gerir com a eficiência necessária aos cargos que ocupam. “Entendemos por profissionalização o distanciamento das questões familiares, imparcialidade nas decisões e não, necessariamente, a contratação exclusiva de executivos que não são membros da família”, opina Caroline Teixeira, diretora de Marketing e Comercial (e com MBA da FGV em Marketing e também em Gestão Empresarial), uma das netas do patrono da Norcon, Oviêdo Teixeira, que juntamente com o primo e diretor Superintendente Cristiano Teixeira (Graduado em Business Management e Marketing pela Bentley College de Boston/USA, com MBA pela Fundação Dom Cabral de Belo Horizonte), buscam a  modernização dos processos e procedimentos na empresa.

Porém, conceber a empresa familiar como um macrosistema não é suficiente. A Norcon pensou na operação e na funcionalidade do sistema e, nesse caso, a solução gerencial mais satisfatória e que se adéqua perfeitamente as necessidades da companhia hoje é a governança corporativa.

Este modelo resguarda principalmente a sustentabilidade e a sobrevivência do macrosistema – a empresa familiar. O fundamento da governança corporativa diz respeito a conformidade legal, a prestação responsável de contas, a transparência, o senso de justiça e dissocia os interesses de cada subsistema (propriedade, família e gestão). Desta forma atende a política da construtora que persegue a transparência nas operações, a eficiência nos processos internos e eficácia nos resultados de curto, médio e longo prazo, além de resguardar os interesses de um número maior de stakeholders (proprietários, familiares, fornecedores, clientes, colaboradores, sindicatos, entidades de classes, governo e sociedade em geral).

Desafios do crescimento

A nova postura da empresa veio acompanhada além da incorporação de executivos externos, também da reorientação da estratégia organizacional. A definição de um Planejamento Estratégico, que mapeia todas as ações futuras e pauta as atividades cotidianas visando a sua concretização foi outra questão priorizada nessa mudança. Do ponto de vista financeiro, por exemplo, tem havido um controle mais estreito e uma sofisticação da administração do setor, o que atende às demandas colocadas pelo crescimento da empresa.

De acordo com o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Bruno Teixeira, a complexidade nas negociações aumenta na mesma proporção ao crescimento da companhia. Ele que é graduado em Economia e Ciências Políticas pela Brandeis University e com MBA em Finanças pelo Ibmec-SP afirmou que: “Medidas estão sendo tomadas, sistemas implantados e equipes com conhecimentos financeiros mais amplos estão sendo montadas, com o objetivo único de contribuir com esse processo e trazer inovações. Basicamente a Norcon está deixando de ter uma estrutura de empresa pequena, com poucos controles e recursos pouco sofisticados e alcançando um porte maior. Como a empresa cresceu, o negócio também está mais complexo e devido a isso, temos incrementado o nível de controle, melhorando e mudado o nível de relacionamento com os bancos, entre outras medidas”.

Para enfrentar os desafios do crescimento com ferramentas administrativas mais adequadas, a Norcon se preparou estrutural, gerencial e estrategicamente. Totalizando 2 milhões de metros quadrados de área construída e entregues, a empresa minimiza os riscos de investimentos através do perfil histórico de seu portfólio e continua num arrojado trabalho de expansão para novos mercados. Ontem, dia 20, marcou a entrada oficial em Recife (PE) através de campanha institucional arrojada e ainda neste ano, se projeta em Fortaleza (CE). O planejamento é que até 2009 a Norcon ingressará no Maranhão e no Pará.

Responsabilidade Sócio-Ambiental

Mais que aumentar o quadro funcional, abrir outras filiais e produzir em maior quantidade, para se manter no mercado e atingir um número ideal de clientes, é necessário planejar com responsabilidade. Este critério é a prioridade da Norcon hoje e inclui ações sócio-ambientais, atitudes éticas e foco em questões humanas.

“É um ciclo. Acredito que numa empresa familiar a ótica humana é muito valorizada, as questões são tratadas muito mais pelo aspecto do respeito ao próximo do que a visão exclusiva ao lucro. Nós fazemos a nossa parte na condição de empresa da iniciativa privada. A Fundação Oviêdo Teixeira, o projeto Qualivida, o patrocínio ao esporte, as parcerias com instituições de combate ao Câncer ou até mesmo os projetos educacionais e de saúde do colaborador são políticas premiadas e reconhecidas como de extrema importância a sociedade em geral” define Caroline Teixeira.

Nesse contexto, a marca Norcon agrega valores essenciais numa família tradicional: dignidade, respeito e dedicação. E dispõe de ingredientes indispensáveis a uma empresa moderna: ousadia, visão e planejamento.

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